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Major Mara em sua barraca
Archive/Collection: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Major Mara em sua barraca
"Fotografia realizada em Monte Santo, onde vemos o major Mara, comandante do 4º Batalhão de Infantaria, ao lado de sua barraca. Ao fundo, a serra que dá nome à cidade. O 4º Batalhão chegou à capital baiana no dia 19 de agosto, com 17 oficiais, quatro cadetes e 252 soldados. Partiu para Queimadas a 24 de agosto, chegando em Canudos em 26 de setembro, acompanhando o general Carlos Eugênio."
Flávio de Barros
BA
1897

Uma casa de conselheiristas
Archive/Collection: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Uma casa de conselheiristas
Exemplo de moradias típicas do arraial, feitas de pau-a-pique, em dimensões reduzidas. "Fotografia tirada após o final dos combates, onde podemos notar uma residência comum em Canudos. O homem retratado junto à porta de entrada da casa, possivelmente um assistente de Flávio de Barros, serviu para revelar suas reduzidas proporções, fato que chamou a atenção de correspondentes e militares presentes. Sobre o interior da casa, Euclides da Cunha nos conta: "Quando o olhar se acomodava à penumbra daqueles cômodos exíguos, lobrigava, invariavelmente, trastes tatos e grosseiros: um banco tosco; dois ou três banquinhos com a forma de escabelos; igual número de caixas de cedro, ou canastras; um jirau pendido do teto; e as redes. Eram toda a mobília. Nem camas, nem mesas. Pendurados aos Cantos viam-se insignificantes acessórios: o bogó, ou borracha, espécie de balde de couro para transporte de água; pares de cassuás (jacás de cipó) e os aiós, bolsa de caça, feita das fibras de caroá. Ao fundo do único quarto, um oratório tosco." ALB02-46
Flávio de Barros
Canudos
1897

Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de exumado
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de exumado
Corpo do Conselheiro exumado; fotografia tirada por ordem do general Artur Oscar, comandante da 4ª Expedição. A mais conhecida e divulgada fotografia realizada por Flávio de Barros em Canudos. Antônio Conselheiro havia falecido no dia 22 de setembro, aos 67 anos, e estava enterrado num compartimento junto à parede ao lado direito da igreja nova. Com a morte dos últimos resistentes que ali se encontravam, ao final da tarde de 5 de outubro, o general Artur Oscar solicitou à Comissão de Engenheiros que removesse o entulho do templo, pois havia sido informado sobre o corpo de conselheiro. às 10h da manhã do dia então, então exumado pela equipe médica chefiada pelo dr. Miranda Cúrio, que não conseguiu determinar a causa da morte. Consta que Conselheiro falecera em função de um disenteria. Outra versão aponta sua morte como consegüência de um ferimento causado por estilhaços de granada. Depois de reconhecido por alguns prisioneiros e por um oficial, foi fotografado por Flávio de Barros, a pedido do próprio general Artur Oscar, sendo também lavrada uma ata, remetida ao marechal Bittencourt, que a recebeu no dia seguinte, em Monte Santo. Como um troféu de guerra, sua cabeça foi retirada para estudos e, posteriormente, levada para o laboratório de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Bahia, para exames, realizados pela Dra. Nina Rodrigues (amparado nas teorias de Maudsley e Lombroso, ainda em voga nesse período). Após suas análises, o médico considerou o crânio 'normal', sem 'nenhuma anomalia que denunciasse traços de degenerescência'. Seu corpo voltou a ser enterrado no mesmo local onde havia sido encontrado, sendo assim descrito pelo correspondente da Gazeta de Notícias, na edição de 28/10/1897: 'Era um homem baixo, magro, de feições grosseiras, cabeça grande, testa larga, cabelos lisos, incultos e crescidos, barba grisalha, falha nas faces e longa no queixo: parecia moreno (...) estava vestido com uma túnica de zuarte, alparcatas de couro cru e fora sepultado envolvido em esteira.' Em seu telegrama ao presidente da República, de 7 de outubro, logo após receber a comunicação do general Artur Oscar, o ministro da Guerra salientava que havia sido reconhecido a identidade de Antônio Conselheiro no cadáver encontrado na igreja nova. E acrescenta: 'De tudo se levrará um autor em Canudos, sendo o cadáver fotografado.' Esta imagem, portanto, serviu como prova final da rendição de Canudos e de seu principal líder. No dia 2 de fevereiro de 1898, passados quatro meses do final dos conflitos, esta fotografia era apresentada como um dos destaques dentre as imagens de Flávio de Barros, em sessão pública de 'projeção elétrica' realizada no Rio de Janeiro." ALB02-32
Flávio de Barros
Canudos
1897

Flávio de Barros, fotógrafo expedicionário
Arquivo/Coleção: Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
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Flávio de Barros, fotógrafo expedicionário
Esta imagem, possivelmente um autorretrato, aparece no fim dos álbuns do Museu da República (volume 1) e do IGHB, funcionando como uma "assinatura visual" do fotógrafo. "Autor das imagens da guerra, aparece aqui junto a uma barraca de campanha, provavelmente em Canudos. É a última imagem do primeiro álbum original e comprova a autoria do trabalho. O fotógrafo acompanhou as últimas tropas mobilizadas, em especial os batalhões sob o comando do general Carlos Eugênio. Não são claros os motivos que determinaram a presença de Flávio de Barros - até então desconhecido - no campo das operações militares. Sua permanência entre as tropas só poderia ser possível, no entanto, com a anuência do alto comando militar, já que as notícias enviadas pelos correspondentes de guerra sofriam rigorosa censura." ALB01-15
Flávio de Barros
Canudos
1897