Título: Tambor do Divino Espírito Santo, caixeiras
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Tambor do Divino Espírito Santo, caixeiras
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1953(Data de produção)
1948 - 1958(Datas-limite)
Possivelmente, ao falar em Tambor do Divino Espírito Santo, o fotógrafo referia-se à Festa do Divino Espírito Santo, folguedo de origem ibérica que, ao ser trazida pelos colonizadores portugueses, foi transformada pelo povo. Segundo o folclorista Câmara Cascudo, a Festa do Divino foi constituída pelos negros tomando como referências elementos da cultura européia. No Maranhão existem pelo menos três tipos de comemorações relativas ao Divino: a Festa do Divino de Alcântara; as Festas do Divino em terreiros de cultos afro-brasileiros; e as festas em casas particulares, em geral realizadas como pagamento de promessas, devoção ou por tradições familiares. A festa é rica em rituais e, entre as cerimônias mais importantes, destacam-se abertura e fechamento da tribuna, visitas do imperador e dos mordomos, missas, ladainhas, novenas e carimbó das caixeiras. As caixeiras, aliás, são importantes personagens do folguedo, já que são elas as responsáveis pelas músicas e cantigas em homenagem ao Divino.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Festas populares, Festas religiosas, Mulher, Interna
http://www.cultura.ma.gov.br/portal/sede/index.php?page=noticia_extend&loc=scp&id=37
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
