Title: Cavalo Marinho, festa popular
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Marcel Gautherot
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Cavalo Marinho, festa popular
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1957(Data de produção)
É uma dança natalina, típica da Zona da Mata Norte de Pernambuco e algumas regiões da Paraíba. Tem uma série de diálogos improvisados. Também há canto e dança. Os instrumentos são a rabeca, o panderio, o ganzá e o reco-reco. São mais de 70 personagens, entre humanos e animais. Entre os animais, o Boi e o cavalo se destacam. A festa é coordenada pelo Capitão Marinho, que chega a cavalo, e usando um apito, marca o ritmo da música, ordena o início e o término da festa. Os amigos Mateus e Bastião dão bexigadas em todos que entram na roda, pois são contratados para tomar conta da festa. Eles fingem obedecer ao patrão e se divertem fazendo artimanhas. Os galantes e as damas, formando pares, realizam um baile em honra aos Santos Reis do Oriente, cantam loas e fazem a dança de São Gonçalo dos Arcos. São apresentadas diversas situações, entre elas, momentos do Reisado e do Bumba-meu-boi, terminando com a morte e ressurreição do boi. Em algumas regiões, o cavalo marinho é conhecido como bumba-meu-boi.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
http://www.recife.pe.gov.br/fccr/cadastro/natalino2.php
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
